quarta-feira, 14 de abril de 2010

DIFERENÇAS

Devemos aprender a conviver e respeitar as diferenças para podermos viver em uma sociedade melhor!

terça-feira, 13 de abril de 2010

LEGITIMAÇÃO DOS VALORES E REGRAS MORAIS

Diz-se que uma pessoa possui um valor e legitima as normas decorrentes quando, sem controle externo, pauta sua conduta por elas. Por exemplo, alguém que não rouba por medo de ser preso não legitima a norma “não roubar”: apenas a segue por medo do castigo e, na certeza da impunidade, não a seguirá. Em compensação, diz-se que uma pessoa legitima a regra em questão ao segui-lainde pendentemente de ser surpreendida, ou seja, se estiver intimamente convicta de que essa regra representa um bem moral. Mas o que leva alguém a pautar suas condutas segundo certas regras? Como alguns valores tornam-se traduções de um ideal de Bem, gerando deveres?Seria mentir por omissão não dizer que falta consenso entre os especialistas a respeito decomo um indivíduo chega a legitimar determinadas regras e conduzir-se coerentemente com elas. Para uns, trata-se de simples costume: o hábito de certas condutas validam-nas. Para outros, a equação deveria ser invertida: determinadas condutas são consideradas boas, portanto, devem ser praticadas; neste caso, o juízo seria o carro-chefe da legitimação das regras. Para outros ainda, processos inconscientes (portanto, ignorados do próprio sujeito, e, em geral, constituídos durantea infância) seriam os determinantes da conduta moral. E há outras teorias mais. Serão apresentadas a seguir algumas considerações norteadoras para o entendimento dos processos psicológicos presentes na legitimação de regras morais: a afetividade e a racionalidade.

Não precisa mudar - Saulo Fernandez/Gigi

















PARÓDIA Tema: Ética na África em paralelo com o BrasilSub-tema:
Produção de alimentos x Fome

Precisamos mudar
Eles não vão se adaptar desse jeito
Sua fome seus desejos
A pobreza e a mágoa
Vamos mudá-la
Precisamos mudar
Não vão se adaptar desse jeito
Eles produzem tanto alimento
Mas não sabe aproveitá-los
Porque exportam
Mas talvez no futuro
Eles consigam
Da à volta por cima
Voltar a ter a felicidade que sempre quis
Então a fome acaba
As mortes diminuem
E a gente sempre se esquece
De tudo que passou
De tudo que passou


http://day-lih.blogspot.com/2009/04/parodia-tema-etica-na-africa-em.html

Ética e Cidadania


Etimologicamente a palavra ética (ethos) é uma transliteração de dois vocábulos gregos:hqoz (ethos) que significa morada do homem, morada do animal: covil, caverna, hqoz que dá osentido de abrigo protetor, o homem encontra um estilo de vida e de ação no espaço do mundo.Acostuma-se com sua morada. Daí vem o costume, mas esta morada é passível deperfectilidade, de aperfeiçoamento.


Ética na Pesquisa

Em conseqüência da divulgação das atrocidades ocorridasnos campos nazistas e da realização do Julgamento de Nurembergue, promovido pelos Estados Unidos, foi elaborado o primeiro documento internacional – que ficou conhecido como o Código de Nurembergue – e que continha recomendações sobre os aspectoséticos que deveriam nortear a realização de pesquisas que incluíssem seres humanos como sujeitos. Este código apontou para a necessidade de realização de uma fase pré-clínica antes de efetuar testes em seres humanos, para a possibilidade de se obter resultados vantajosos advindos do estudo e para a necessidade de se avaliar cuidadosamente o balanço entre riscos e benefícios para os sujeitos envolvidos. Outro importante avanço do código foi registrar aimportância do consentimento ser voluntário, tornando-se elemento absolutamente essencial para a inclusão do indivíduo na pesquisa. Por fim, reconhecia que o esclarecimento sobre o processo a que osujeito será submetido e a qualidade do consentimento obtido sãode inteira responsabilidade do pesquisador.

Solução Ética...

Leonardo Boff diz que "o bem comum deve agora ser reconstruído. Para isso, importa dar hegemonia à cooperação e não a competição. Sem essa mudança, dificilmente se manterá a comunidade humana unida e com perspectica de um futuro que valha a pena”.


Como afirma Hans Kung “não haverá sobrevivência sem uma ética mundial... nós precisamos de uma ética global” (Kung,1993,p.13).

Como fazer? Como podemos contribuir?

Estas respostas podem ter como ponto de partida a lógica do mercado e à crise da noção de bem-estar social e global. Devemos rever nossa ideologia política, o neoliberalismo, pois estes impossibilitam a construção do bem estar coletivo. O senso comum, os valores e o empobrecimento mundial.

Precisamos urgentemente da construção de uma ética global para a comunidade mundial emergente.

Ajudar os países subdesenvolvidos ou emergentes seria o primeiro passo para termos um mundo melhor!

Ética no Mundo


A Noruega é um dos líderes mundiais em transparência: lá a corrupção é quase inexistente. Não obstante, a legislação anticorrupção é reduzida. A causa encontra-se nos valores sociais predominantes. Um corrupto seria duramente excluído pela sua família, vizinhos e círculos sociais. A Finlândia tem a taxa de presos mais baixa da Europa e, ao mesmo tempo, o menor número de policiais per capita do continente. A prevenção da criminalidade está na cultura de valores, no acesso a oportunidades e no sistema de "prisões abertas", que reabilitam efetivamente. A Suécia quase erradicou a discriminação do gênero. Uma opinião pública que considera a igualdade dos sexos um ponto de princípio constantemente pressiona para mais avanços. O Canadá tem um dos sistemas de saúde de melhor qualidade do planeta e totalmente inclusivo. A população não aceitaria nada diferente: considera o acesso a uma saúde de boa qualidade um direito intocável, que deve ser sempre prioridade. A Holanda, como os países nórdicos, o Canadá e outras nações líderes no social-econômico, tem altos níveis de equidade na distribuição de renda e acesso universal a educação e saúde. Nas culturas destes países predomina uma atitude de rejeição às grandes desigualdades e de apoio à equidade e à igualdade de oportunidades.




Na raiz desses sucessos está o capital social, nova descoberta das ciências do desenvolvimento. Captado nos estudos pioneiros de Putnam (Harvard), o capital social cobre pelo menos quatro dimensões: os valores éticos dominantes na sociedade, sua capacidade de associação, o grau de confiança entres os seus membros e a consciência cívica. Os resultados das medidas econométricas são conclusivos. Quanto mais capital social, mais crescimento econômico em longo prazo, menos criminalidade, mais saúde pública e mais governo democrático. A noção não pretende substituir o peso dos fatores macroeconômicos no desenvolvimento, mas sim chamar a atenção para o que se deve adicionar a esses fatores. O mero reducionismo economicista é uma visão estreita e leva a políticas ineficientes.



O vencedor do Prêmio Nobel de Economia Amartya Sen destaca: "Os valores éticos dos empresários e dos profissionais de um país (e outros atores sociais importantes) fazem parte dos seus recursos produtivos". Se são favoráveis ao investimento, honestidade, progresso tecnológico e inclusão social serão verdadeiros ativos; se, caso contrário, predominam o lucro rápido e fácil, a corrupção e a falta de escrúpulos, impedirão o avanço. Hoje em dia, a idéia foi adotada pelos principais organismos internacionais. O Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e as Nações Unidas, entre outros, criaram áreas dedicadas a promover o capital social.



Numa América Latina com enorme potencial, mas oprimida por gravíssimos problemas sociais, devia-se prestar mais atenção a estes fatores. A Unicef diz que morrem anualmente na região 500 mil crianças por causas previsíveis, e mais de 95 milhões são pobres. Quase 60% das crianças latino-americanas estão abaixo da linha de pobreza. Entre as causas pelas quais países potencialmente tão ricos têm tanta pobreza coincide destacar os déficit éticos e o feito de que este é o continente mais desigual de todo o planeta, regressivo para o progresso econômico e social.



O capital social pode ajudar. Expressa-se em formas muito concretas, que é preciso fortalecer, e pode desempenhar um papel muito importante. Uma delas é o voluntariado. Em vários países desenvolvidos o voluntariado gera mais de 5% do Produto Bruto em bens e serviços sociais, ajudando a outros. Ora, a materialização do capital social é a responsabilidade social empresarial. Nos Estados Unidos é crescente a pressão pública neste sentido e vem surgindo uma intenção de criar, junto aos indicadores de qualidade típicos, um ISO de qualidade social que permita aos investidores elegerem empresas que a pratiquem. Na França, os fundos éticos se difundem crescentemente e a Associação Cristã Ética e Investimentos pede para que invistam em empresas que se destacam nos valores como direitos humanos, respeito e desenvolvimento da pessoa e investimentos construtivos nos países em desenvolvimento. Na América Latina sente-se uma alta expectativa sobre este tema. Pesquisa recente feita na Argentina detectou-se que 86,5% dos consumidores dizem que a responsabilidade social pesa ao definir suas compras; 52,6% estão dispostos a pagar mais pelos produtos de empresas socialmente responsáveis, e 77%, a deixar de comprar as mercadorias das irresponsáveis.



Entre outras expressões do capital social está o aumento da participação cidadã e o fortalecimento das organizações dos pobres, como sugere o estudo recente do Banco Mundial "Vozes dos Pobres", dando a eles oportunidades produtivas e ajudando decididamente a se capacitarem.



Uma combinação de políticas públicas transparentes, livres de toda corrupção, com gerência de primeira qualidade, que garanta a toda a população, como corresponde numa sociedade democrática, seus direitos a alimentação, saúde, educação e trabalho, e um capital social mobilizado que a complemente, desencadeando círculos virtuosos no país e na região.



Será possível? Os céticos afirmam que é difícil nas nossas sociedades. Não obstante, quando observamos a imponente explosão de condutas solidárias em diversos países na América Latina de hoje, entre eles a grande resposta solidária ao programa Fome Zero, no Brasil, pode-se afirmar que está a salvo o mais importante - o respeito na base da sociedade ao mandato bíblico pelo qual somos responsáveis uns pelos outros e que a indiferença frente ao sofrimento alheio é indigna. Desenvolvendo este contrato ético é possível avançar para construir uma sociedade de qualidade.



Bernardo Kliksberg é sociólogo e dirige a Iniciativa Interamericana de Capital Social, Ética e Desenvolvimento do BID. É autor, entre outras obras, de "Falácias e mitos do desenvolvimento social" (UNESCO, Cortez, 2002).



Este artigo foi publicado no jornal "Valor Econômico" no dia 30 de junho de 2003.